quinta-feira, 21 de julho de 2011

Giverny















Fazem anos que eu tento ir pra Giverny mas sempre tem alguma coisa que dá errado.
Desta vez, quando cheguei aqui o Ronaldo me perguntou o que eu queria ver em Paris e minha resposta foi: "Quero er o dia-a-dia de um parisiense e Giverny. Tenho que ver Giverny dessa vez de qualquer jeito!" Assim, marcamos para este sábado (16/07) para visitar os jardins de Monet.
Fomos eu, o Ronaldo, a Annalisa e o Donato.
Desde que cheguei aqui estou planejando se vou de trem, se vou de carro, se vou de excursão, como vou vestida. O Ronaldo tinha me dito que íamos todos juntos de carro e então só sobrou eu pensar em como iria vestida.
Vendo as fotos na internet me imaginei com um dos vestidos que comprei. Um coisa bem verão e bem gostosa. Só que a medida que foi chegando perto a previsão do tempo foi se consolidando como chuva...
No sábado quando acordei não estava chovendo, mas obviamente o céu indicava que a chuva viria logo. Na tentativa de ser positiva e chamar o sol coloquei o meu vestidinho com a sandália nova. A Annalisa olhou pra mim e disse: "acho melhor você levar um tênis numa sacola". Ok, eu sei que exagerei... no final até fui de vestido e sandália, mas com uma sacolinha com uma muda de roupa e tênis.
No meio da estrada já começou a chover e quando chegamos lá estava tudo molhado e ainda chovendo. Assim, não tive outra alternativa a não ser me render e trocar de roupa.
Na verdade troquei mais ou menos de roupa. Quando cheguei no banheiro tinha uma fila enorme de velhinhas inglesas de uma excursão que havia acabado de chegar. Então resolvi não entrar na casinha para me trocar, mas me trocar mesmo lá na região das pias. As velhinhas começaram a reclamar que eu tinha que entrar na fila. Em primeiro lugar, apesar delas terem falado em inglês comigo eu respondi em francês que eu não ia usar o banheiro porque só queria trocar de roupa. Não foi de propósito. O francês saiu sem querer... Aí elas ficaram mais bravas ainda... Quando percebi a besteira que fiz repeti em inglês... Algumas delas até concordaram outras estavam meio desconfiadas. Com toda a confusão apenas colocaquei a calça e o tênis. Usei o vestido como se fosse um camisão.
Passada a confusão fomos finalmente para o jardim. Apesar do céu cinza, chuvisco e a multidão os jardins são realmente lindos e imensos. Imagino como seria com sol, provavelmente o paraíso. Perfeitamente compreensível o porque que ele pintava quadros tão bonitos.
Pela imensidão e beleza do jardim deu pra perceber que esse Monet não era fraco não. Como sabemos que ele não era jardineiro imagino que ele devia pagar muito bem alguém (provavelmente mais de uma pessoa) pra fazer esse serviço.
A casa do Monet fica de frente para o jardim dele. É possível entrar na casa e visitar os vários cômodos. Do quarto se tem uma vista linda do jardim. Que vida dura: acordar ter a visão desse jardim lindo, pintar um pouquinho...
Depois do almoço fomos para Auvers-sur-Oise que é a cidade onde Van Gogh morou por um tempinho. Lá passamos por um pequenino museu que é a casa onde viveu. Se o Monet parecia ser rico e ter uma vida boa o coitado do Van Gogh era um pé rapado perturbado...
Depois passamos pela igreja (cenário de uma de suas famosas pinturas) e fomos visitar o seu túmulo que lá pertinho também. No meu do caminho do cemitério alguém viu um pé de mirabelle. A Annalisa e o Donato deram alguns pulinhos e conseguiram arrancar algumas. Estavam muito boas.
Quando voltávamos do cemitério o Ronaldo disse que queria que eu colhesse as mirabelles. Ele ia me levantar e eu deveria pegar o máximo que eu conseguisse das maduras. Foi muito divertido, o Ronaldo (coitado) me levantando, o Donato guiando ("mais pra direita...naquele galho tem algumas mais maduras") e recolhendo as mirabelles que eu jogava para ele e por fim a Annalisa tirando foto de nós.

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