terça-feira, 26 de julho de 2011

Balanço da viagem

Olá queridos amigos!
A viagem para o verão da França deste ano chegou ao fim.
A viagem foi boa? Não poderia ter sido melhor!
Nem acredito que consegui fazer o blog inteiro. Sei que não foi lá muito organizado, mas se eu fosse tentar fazer da maneira que eu realmente queria fazer ia parar na metade igual ao blog da Suécia que eu não tive paciência de terminar.
Cheguei aqui sem entender nada que as pessoas falam e hoje consigo entender quase tudo. Consigo dar direções para pessoas perdidas, com os velhinhos simpáticos, os amigos do Ronaldo e da Annalisa e os galanteadores de Sacre-Coeur. Então objetivo número 1 cumprido!
Visitei meus amigos queridos aqui da Europa. Foi muito bom estar com essas pessoas queridas mais uma vez, conversar, rir e trocar experiências. Algumas faziam muitos anos que não via e outras alguns meses, mas todas me são igualmente queridas e estava ansiosa por poder abraçá-las mais uma vez. Objetivo número 2 cumprido!
Estou me sentindo calma e confiante. Tive tempo de colocar a minha cabeça no lugar entre as aulas de francês, passeios, leitura de ComerRezarAmar e visita a amigos.
O livro ComerRezarAmar me ajudou muito tomar um passo de cada vez para colocar a minha cabeça em ordem e poder fazer isso longe da pressão do dia-a-dia acelerou o processo e o fez mais suave.
Cada amigo que encontrei e visitei me mostrou um carinho e amizade que foram essenciais para mim e suas palavras me ajudaram muito no meu processo de reflexão.
Estou confiante para voltar para São Paulo e de quebra consegui um emprego legal. Assim, objetivo número 3 cumprido!

Último dia de passeio em Paris













Ontem foi o meu último dia de passeios em Paris.
Eu andava dormindo pouco e estava cansada e por isso acabei acordando tarde e pra completar o RER teve um problema e fiquei quase 1 hora esperando trem. Mas deu pra fazer bastante coisa.
Primeiro fui pra Sacre-Coeur de novo ver se tirava a lembrança chata da última vez e ver tb se achava a torre Eiffel na vista. Da frente do Sacre-Coeur realmente não dá pra ver a vista da torre Eiffel porque tem algumas árvores na frente. Assim, resolvi ir atrás da catedral ver se tinha algum lugar mais alto que desse pra ver a torre.
Atrás do Sacre-Coeur tinha vários desenhistas que te desenham na hora e fiquei me esquivando deles. Porém, 1 deles disse que queria me desenhar sem cobrar nada porque tinha me achado bonita (fiquei feliz pelo elogio) mas ia demorar uns 15 minutos e eu estava com pressae já que estava atrasada. Outro disse que não queria me desenhar, mas conversar comigo, passear comigo e me pagar um suco de laranja, que eu era muito bonita e que tinha gostado do meu vestido. Achei muito estranho e disse que não podia porque tinha um amigo me esperando. Fiquei meio encucada com aquilo. Será que é normal isso naquela parte de Paris? Será que meu vestido estava indecente? Mais tarde quando encontrei o Ronaldo ele me disse que não estava indecente.
Continuando em Sacre-Coeur, fugindo dos desenhistas atiradinhos fui parar na Place de Tertre que eu nem me lembrava mais que existia e muito menos que ficava atrás de Sacre-Coeur. É uma praça onde fica artistas desenhando e vendendo as suas criações. Só tinha ido lá uma vez a 13 anos atrás e como nunca mais vi nenhuma propaganda turística sobre o lugar simplesmente tinha esquecido que existia. Foi bem legal e finalmente comprei uma camiseta de Paris desta viagem.
Depois fui a Église Madeleine. A igreja do lado de fora parece mais um monumento e tem um jardim muito bonito na frente (até tinha tirado foto outro dia e colocado aqui). Segundo a professora a aparência de monumento é porque a igreja foi construída pelo Napoleão para celebrar a glória da França. Por dentro a igreja é também muito bonita. A escultura do altar muito linda.
Depois passei na frente da Opera e vi que tinha uma plaquinha dizendo que podia visitar o interior do prédio. Fui lá conheceer o interior da Ópera. Muito bonito. Valeu a pena.
Ainda deu tempo de ir comprar um perfum Fragonard e fazer a fotossíntese pela última vez no Jardin de Luxembourg. Como vou sentir falta do Jardin de Luxembourg!
Tinha marcado de jantar com o Ronaldo e a Annalisa pela última vez em Paris. Fomos a um restaurante meio chique chamado Le Petit Zinc. Estávamos lá esperando a Annalisa quando de repente vejo uma coisa pequena e fofinha perto do meu pé. Parece um ratinho morto...
Não acreditando no que via perguntei ao Ronaldo se ele estava vendo a mesma coisa que eu. O Ronaldo também não acreditando foi até ao meu lado para conferir. Era mesmo um ratinho morto. Chamamos o garçom e o Ronaldo cochichou no ouvido dele. O cara foi lá do meu lado pegou o ratinho com um guardanapo e foi direto para a cozinha... Bom pelo menos tivemos um aperitivo que sairia meio caro de graça.
Obviamente depois disso saímos do restaurante e fomos para outro. Acabamos indo ao restaurante vizinh do melhor sorvete de Paris, o Glom, que já tínhamos ido antes (também já citado neste blog).
Terminamos a noite com o sorvete Glom e depois na casa do Ronaldo com limoncello feito pela Annalisa. Uma delícia!!!

final de semana em Genebra














Neste final de semana fomos (eu, Ronaldo e Annalisa) para Genebra visitar a Ilka.
A viagem foi bem legal principalmente por rever a Ilka depois de tantos anos.
Conversamos bastante sobre os rumos que tomaram as nossas vidas e como cada uma foi parar onde está.
Mas obviamente também passeamos. Fomos ao museu Patek Philip. Eu nunca tinha visto esta marca de relógio, mas pelo que fiquei sabedo cada relógio vale uma fortuna. O Ronaldo viu que o relógio mais chulé custa 25mil euros e o mais caro parece que é por volta de 11milhões de euros. Bem que a Ilka disse que viu uma propagando dizendo: "você não compra um Patek Philip, você guarda para a próxima geração." São relógios que praticamente são jóias feitas a mão. O museu é muito interessante e fala sobre a evolução da tecnologia neste ramo e tem uma exposição de relógios incríveis. Infelizmente não se pode tirar fotos lá dentro...
Depois demos uma voltinha pela cidade, uma voltinha na beira do lago, no centro histórico e vimos o CERN. Uma pena que não deu pra ver muita coisa porque o museu estava fechando. Mas já é uma desculpa pra voltar lá.
No domingo fomos fazer uma visita ao prédio da ONU. Foi bem legal também ver as salas de conferências onde os grandes eventos da nossa era são decididos.
Por fim, como nosso vôo era cedo fomos para o aeroporto. Nunca tinha visto nada do tipo. O aeroporto fica bem na fronteira entre Suíça e França. Os vôos para a França partem da parte francesa, assim vc não precisa passar pela imigração. Interessante, não?

Vista de Paris



Era meu último dia de aula e almoçamos (eu, Carole, Jurek e Nicolas) pela última vez no fast food italiano ao lado da escola chamado Francesca.
Nas últimas semanas formamos uma turminha: eu, Melissa (que foi embora na semana passada), Roberta (que fica mais uma semana), Carole, Jurek e Nicolas (que iam embora neste final de semana). Uma turminha muito gostosa e tranquila. Adorei tê-los conhecido e dividido o meu tempo com eles.
Depois do almoço o Jurek ainda tinha aula, Nicolas que parece que ficou com uma família super legal ia passar o restinho de tempo com a família para se despedir.
Eu e a Carole fomos ao morro do Sacre-Coeur porque eu queria ver a vista de lá antes de ir embora.
Chegando lá na frente da catedral havia um grupo de brasileiros que parecia se preparar para uma demonstração de capoeira. O grupo fez rapinho uma demonstração que se bobear não deu nem 1 minuto e passou o chapéu pedindo dinheiro. Quando eles estavam passando o chapéu, eu e a Carole entendemos que eles iam continuar a apresentação se houvesse dinheiro e resolvemos dar uns trocadinhos. Primeiro passou cara que até era educado e agradeceu nossas moedas. Depois passou um outro e eu disse que já havia contribuído. O cara foi super grosso dizendo que eu tinha dado uma mixaria pra ele.
Depois de passar o chapéu eles simplesmente pegaram as coisas e foram embora. Então eu perguntei: "Ué? só isso? mas nós contribuímos para ver o jogo de capoeira" O cara grosso veio pra cima de mim e disse: "se vc não viu nada o problema é seu e não meu". Nem falei mais nada porque achei que o cara fosse bater em mim.
Aqui tem uma foto dos caras que a Carole tirou na mini apresentação. Por isso nunca mais vou dar nada antes de ver alguma coisa.
Poxa vida, fiquei super chateada e envergonhada por ver o povo aí se perguntando porque eles estava indo embora e todos sabendo que eles eram brasileiros já que tinham a bandeira do Brasil estampada na roupa.
Depois não sabem porque brasileiro tem a fama que tem no exterior.

Última aula de passeio...

Quinta-feira foi a última aula de passeio que tive. Como entrou muita gente na escola a turma foi dividida em dois e poderíamos escolher ir no museu ou caminhada por Paris.
Obviamente escolhi a caminhada por Paris. Um rapaz da minha sala também resolveu fazer esta aula depois da minha propaganda e ele resolveu seguir a minha escolha.
Passeamos pelas "passages" de Paris. São como galerias que dão acesso de uma rua a outra sem precisar dar a volta no quarteirão. Como um atalho... Achei super interessante descobrir esses caminhos de Paris que até estão nos mapas mas antes eu não entendia o que era.
Dessa vez a aula estava muito cheia e quase nem deu pra ouvir direito o que a professora falava. Fiquei com um pouco de remorso, pois o meu amigo polonês parece que não se divertiu muito por não conseguir ouvir a professora e no final ficou com a perna doendo já que andamos por 3 horas seguidas sem descanso.
Pela correria acabei nem tirando foto.

Piadina





Na terça passada o Donato veio na casa do Ronaldo e da Annalisa fazer piadina para nós.
Não é piadinha não, PIADINA.
Segundo o Ronaldo o Donato é o Deus da piadina. Piadina é um prato do norte da Itália. Resumindo, bem resumido, o prato se parece da seguinte forma: um pão que parece pão Sírio (mas não é pão Sírio, é um pão italiano que é mais fino que o pão sírio) aquecido na chapa e vc coloca o que quiser. O Donato fez 2 versões. A primeira versão tinha mozzarela, prosciuto, alface. A segunda versão tinha Gorgonzola, salame e alface.
Muito bom!!!
Para acompanhar uma cerveja local com a água do rio Yvette que passa aqui do lado.

Basilique de Saint-Denis










Na segunda-feira da semana passada finalmente fui a Basílica de Saint-Denis.
No primeiro dia de aula peguei alguns folhetinhos na escola e vi o anúncio dessa basílica. Nunca tinha ouvido falar nela antes, mas ela é historicamente muito importante já que todos os reis da França são enterrados lá.
A igreja em si não tem tanta coisa. O mais legal é o necrotério real onde está o povo. As esculturas funerárias são muito belas além do valor histórico.
Uma coisa curiosa é que parece que eles gostavam de dar apelido para todos os nobres. Vi tumbas como: Fulano "O Gordo", Beltrano "O Branco", Ciclano "O Belo"... Ah! e o Louis XVI que teve a cabeça gilhotinada na revolução francesa era Louis "O Feliz".
Como a visita a Basilique de Saint-Denis não durou a tarde toda resolvi dar uma passadinha na Champs-Elisée só pra não dizer que não passei nenhuma vez lá nessa minha visita e quem sabe ver se achava algo interessante pra comprar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Giverny















Fazem anos que eu tento ir pra Giverny mas sempre tem alguma coisa que dá errado.
Desta vez, quando cheguei aqui o Ronaldo me perguntou o que eu queria ver em Paris e minha resposta foi: "Quero er o dia-a-dia de um parisiense e Giverny. Tenho que ver Giverny dessa vez de qualquer jeito!" Assim, marcamos para este sábado (16/07) para visitar os jardins de Monet.
Fomos eu, o Ronaldo, a Annalisa e o Donato.
Desde que cheguei aqui estou planejando se vou de trem, se vou de carro, se vou de excursão, como vou vestida. O Ronaldo tinha me dito que íamos todos juntos de carro e então só sobrou eu pensar em como iria vestida.
Vendo as fotos na internet me imaginei com um dos vestidos que comprei. Um coisa bem verão e bem gostosa. Só que a medida que foi chegando perto a previsão do tempo foi se consolidando como chuva...
No sábado quando acordei não estava chovendo, mas obviamente o céu indicava que a chuva viria logo. Na tentativa de ser positiva e chamar o sol coloquei o meu vestidinho com a sandália nova. A Annalisa olhou pra mim e disse: "acho melhor você levar um tênis numa sacola". Ok, eu sei que exagerei... no final até fui de vestido e sandália, mas com uma sacolinha com uma muda de roupa e tênis.
No meio da estrada já começou a chover e quando chegamos lá estava tudo molhado e ainda chovendo. Assim, não tive outra alternativa a não ser me render e trocar de roupa.
Na verdade troquei mais ou menos de roupa. Quando cheguei no banheiro tinha uma fila enorme de velhinhas inglesas de uma excursão que havia acabado de chegar. Então resolvi não entrar na casinha para me trocar, mas me trocar mesmo lá na região das pias. As velhinhas começaram a reclamar que eu tinha que entrar na fila. Em primeiro lugar, apesar delas terem falado em inglês comigo eu respondi em francês que eu não ia usar o banheiro porque só queria trocar de roupa. Não foi de propósito. O francês saiu sem querer... Aí elas ficaram mais bravas ainda... Quando percebi a besteira que fiz repeti em inglês... Algumas delas até concordaram outras estavam meio desconfiadas. Com toda a confusão apenas colocaquei a calça e o tênis. Usei o vestido como se fosse um camisão.
Passada a confusão fomos finalmente para o jardim. Apesar do céu cinza, chuvisco e a multidão os jardins são realmente lindos e imensos. Imagino como seria com sol, provavelmente o paraíso. Perfeitamente compreensível o porque que ele pintava quadros tão bonitos.
Pela imensidão e beleza do jardim deu pra perceber que esse Monet não era fraco não. Como sabemos que ele não era jardineiro imagino que ele devia pagar muito bem alguém (provavelmente mais de uma pessoa) pra fazer esse serviço.
A casa do Monet fica de frente para o jardim dele. É possível entrar na casa e visitar os vários cômodos. Do quarto se tem uma vista linda do jardim. Que vida dura: acordar ter a visão desse jardim lindo, pintar um pouquinho...
Depois do almoço fomos para Auvers-sur-Oise que é a cidade onde Van Gogh morou por um tempinho. Lá passamos por um pequenino museu que é a casa onde viveu. Se o Monet parecia ser rico e ter uma vida boa o coitado do Van Gogh era um pé rapado perturbado...
Depois passamos pela igreja (cenário de uma de suas famosas pinturas) e fomos visitar o seu túmulo que lá pertinho também. No meu do caminho do cemitério alguém viu um pé de mirabelle. A Annalisa e o Donato deram alguns pulinhos e conseguiram arrancar algumas. Estavam muito boas.
Quando voltávamos do cemitério o Ronaldo disse que queria que eu colhesse as mirabelles. Ele ia me levantar e eu deveria pegar o máximo que eu conseguisse das maduras. Foi muito divertido, o Ronaldo (coitado) me levantando, o Donato guiando ("mais pra direita...naquele galho tem algumas mais maduras") e recolhendo as mirabelles que eu jogava para ele e por fim a Annalisa tirando foto de nós.